A tradição que começou de forma singela em 1570, impulsionada pela devoção de Frei Pedro Palácios no alto de um penhasco em Vila Velha, atingiu um novo e histórico patamar. Em março de 2026, a Festa da Penha foi oficialmente reconhecida como manifestação da cultura nacional, consolidando-se como uma das maiores e mais importantes celebrações marianas do Brasil.
Para a organização do evento, integrar essa honrada lista trouxe uma projeção ainda maior. O sentimento que definiu a edição deste ano, segundo a assessoria da Festa, foi o de uma profunda alegria aliada à responsabilidade de continuar acolhendo milhares de romeiros e visitantes de braços abertos. E, neste ano, esse acolhimento ganhou novos contornos, formas e — principalmente — muitas cores.
O diálogo entre a tradição religiosa e a arte urbana contemporânea
Quem subiu a ladeira rumo ao Campinho e à Capela durante os nove dias de celebração se deparou com uma novidade emocionante: os muros do percurso foram transformados em uma verdadeira galeria de arte a céu aberto.
Sob o tema de 2026, “Fazei de nós instrumentos da paz”, a organização buscou na arte urbana uma forma de dialogar com os fiéis. Para o evento, a arte expressa o que sentimos, e as composições feitas no local representaram a intercessão de Maria em um clamor de paz, tendo os Franciscos (o de Assis e o de Roma) como modelos de harmonia.
Esse encontro entre o grafite e o sagrado foi avaliado de forma extremamente positiva. A organização destacou que a arte urbana também pode carregar elementos profundos de espiritualidade. Sendo a subida do Convento um local de contemplação por excelência, os murais adicionaram uma nova camada visual e espiritual, ajudando a guiar a reflexão dos romeiros a cada passo ao longo do caminho. A reação do público foi muito animada, com os visitantes reconhecendo que o trabalho visual ajudou a entrar no “clima” de paz do Convento da Penha, considerado o grande Castelo da Paz.
Leia também: Arte que transforma: como o graffiti do Laboratório dos Sonhos está mudando vidas em Cariacica
Os talentos capixabas por trás dos murais
Para dar vida a essa galeria livre, quatro grandes nomes da arte urbana e do grafite local foram convidados para deixar a sua marca na história do santuário: Fred Farias, Anderson Moska, Alexandra Baum (Alex) e Cláudio Tripa.
A emoção de pintar em um espaço tão emblemático foi unânime entre os criadores. “É uma honra poder estar aqui compondo esse mural. Grafiteiros já ocupam esse espaço que se tornou uma galeria livre”, celebrou Fred Farias. Para Anderson Moska, a importância do projeto residiu justamente nessa interseção de mundos: “Achei muito importante a gente ter esse espaço de diálogo junto com um ambiente histórico, cultural e religioso. É muito legal ter a arte urbana nesses espaços também”. Já para Alexandra Baum, o sentimento foi de realização e ineditismo: “Foi a minha primeira vez pintando aqui no Convento, e isso não seria possível sem apoio”.

A tradição que começou de forma singela em 1570, impulsionada pela devoção de Frei Pedro Palácios no alto de um penhasco em Vila Velha, atingiu um novo e histórico patamar. Em março de 2026, a Festa da Penha foi oficialmente reconhecida como manifestação da cultura nacional, consolidando-se como uma das maiores e mais importantes celebrações marianas do Brasil.
Para a organização do evento, integrar essa honrada lista trouxe uma projeção ainda maior. O sentimento que definiu a edição deste ano, segundo a assessoria da Festa, foi o de uma profunda alegria aliada à responsabilidade de continuar acolhendo milhares de romeiros e visitantes de braços abertos. E, neste ano, esse acolhimento ganhou novos contornos, formas e — principalmente — muitas cores.
O diálogo entre a tradição religiosa e a arte urbana contemporânea
Quem subiu a ladeira rumo ao Campinho e à Capela durante os nove dias de celebração se deparou com uma novidade emocionante: os muros do percurso foram transformados em uma verdadeira galeria de arte a céu aberto.
Sob o tema de 2026, “Fazei de nós instrumentos da paz”, a organização buscou na arte urbana uma forma de dialogar com os fiéis. Para o evento, a arte expressa o que sentimos, e as composições feitas no local representaram a intercessão de Maria em um clamor de paz, tendo os Franciscos (o de Assis e o de Roma) como modelos de harmonia.
Esse encontro entre o grafite e o sagrado foi avaliado de forma extremamente positiva. A organização destacou que a arte urbana também pode carregar elementos profundos de espiritualidade. Sendo a subida do Convento um local de contemplação por excelência, os murais adicionaram uma nova camada visual e espiritual, ajudando a guiar a reflexão dos romeiros a cada passo ao longo do caminho. A reação do público foi muito animada, com os visitantes reconhecendo que o trabalho visual ajudou a entrar no “clima” de paz do Convento da Penha, considerado o grande Castelo da Paz.
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Os talentos capixabas por trás dos murais
Para dar vida a essa galeria livre, quatro grandes nomes da arte urbana e do grafite local foram convidados para deixar a sua marca na história do santuário: Fred Farias, Anderson Moska, Alexandra Baum (Alex) e Cláudio Tripa.
A emoção de pintar em um espaço tão emblemático foi unânime entre os criadores. “É uma honra poder estar aqui compondo esse mural. Grafiteiros já ocupam esse espaço que se tornou uma galeria livre”, celebrou Fred Farias. Para Anderson Moska, a importância do projeto residiu justamente nessa interseção de mundos: “Achei muito importante a gente ter esse espaço de diálogo junto com um ambiente histórico, cultural e religioso. É muito legal ter a arte urbana nesses espaços também”. Já para Alexandra Baum, o sentimento foi de realização e ineditismo: “Foi a minha primeira vez pintando aqui no Convento, e isso não seria possível sem apoio”.






